Alunos do Ensino Médio noturno do Colégio Parâmetros fizeram atividades e experimentos em um verdadeiro laboratório a céu aberto

Um laboratório a céu aberto, com floresta, fauna e flora nativas e uma rica formação geológica naquela que é uma das últimas áreas de Mata Atlântica contínua do Estado de São Paulo. Foram esses espaços, na Serra do Japi, que os alunos dos segundos anos do Ensino Médio noturno do Colégio Parâmetros exploraram nos dias 8 e 15 de junho.

As atividades começaram cedo, na área de preservação ambiental do Colégio Friburgo, mantenedor do Parâmetros, no município de Cabreúva, a 82 quilômetros da capital paulista. Numa mistura de aula ao ar livre, aventura, novidades e descobertas, os alunos viveram uma imersão enriquecedora, descobrindo na prática os conceitos aprendidos na escola e os projetos desenvolvidos na disciplina de Habilidades e Potencialidades 2 (HP2).

Acompanhados pelos professores Andrea Godoi Grinevicius, de Biologia, e Bruno Leutwiller Gomes Pinto, de Geografia, eles descobriram a beleza das formações florestais distintas: tropical, do litoral, a do interior paulista e as plantas típicas de clima árido.  Também os recursos hídricos que garantem, em quantidade e em qualidade, o abastecimento da região.

“Eles descobriram porque é tão importante a manutenção das florestas, garantindo água para a população local, agricultura e pecuária. Essa reserva natural, tombada por sua importância ecológica, ofereceu o cenário perfeito para os alunos constatarem esse serviço ecossistêmico essencial que a floresta nos presta.”

Andrea Godoi Grinevicius, professora de Biologia

Com a supervisão do apicultor Kleber, estudaram a vida das abelhas, desde a reprodução e hierarquia das colônias até seus produtos, provando o mel mais puro da região diretamente da fonte. Conduzidos pelo pelo caseiro Rinaldo, exímio conhecedor da região, as turmas fizeram uma trilha que culminou em um platô com uma vista panorâmica do mar de morros. Nesse ambiente, investigaram os liquens, que aparecem apenas em ambientes extremamente oxigenados, e a formação do solo local, repleto de quartzo branco, rosa e roxo.

Do pesqueiro para um autêntico alambique

Após um piquenique no bosque da propriedade, as turmas visitaram um pesqueiro, onde tiveram a oportunidade de ver o criadouro, alimentar os peixes e interagir diretamente com a fauna local, incluindo animais resgatados como vacas, cavalos, coelhos e tartarugas.

Finalizaram a aventura em um autêntico alambique. Apesar de não beberem, acompanharam o processo de decantação e destilação na produção da cachaça, com uma explicação sobre o contexto histórico da bebida. A visita ao alambique promoveu uma conexão efetiva com os conteúdos sobre o processo de fermentação e sua aplicação na produção e comercialização de bebidas.

Foram dois dias de vivências e aprendizado, nos quais os alunos demonstraram uma postura exemplar. Essa saída pedagógica ficará marcada na memória de todos como um exemplo de como o aprendizado pode ser prazeroso e significativo, além de desenvolver nos estudantes um senso crítico em relação às ações humanas e a importância da preservação da natureza para nossa sobrevivência.

Roberto Madalena, coordenador do Ensino Médio do Parâmetros e do Programa de Responsabilidade Social do Colégio Friburgo

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